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Domingo, 12 de Abril 2026

Pará

MPPA mira complexo industrial de Barcarena e instaura inquérito civil

A medida considera a existência de mais de 90 empresas atuando em uma área superior a 8 mil hectares, com destaque para os setores de caulim, alumina, alumínio e cabos de transmissão elétrica.

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MPPA mira complexo industrial de Barcarena e instaura inquérito civil
Foto: Christian Braga (Agência Pública)
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O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio do promotor de Justiça Márcio Silva Maués de Faria, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Meio Ambiente, Defesa Comunitária e Cidadania de Barcarena, instaurou o Inquérito Civil nº 016/2025 com o objetivo de produzir informação qualificada e acessível sobre os impactos ambientais e à saúde humana provocados pelas atividades do polo industrial instalado no município.

A medida considera a existência de mais de 90 empresas atuando em uma área superior a 8 mil hectares, com destaque para os setores de caulim, alumina, alumínio e cabos de transmissão elétrica. Desde sua instalação, na década de 1970, o complexo industrial tem sido alvo de denúncias por parte de comunidades locais, incluindo ribeirinhos e quilombolas, relatando problemas de saúde possivelmente relacionados à poluição ambiental.

Estudos realizados por órgãos técnicos como o Instituto Evandro Chagas (IEC) e o Laboratório Central do Estado (LACEN) apontaram a presença de metais pesados na população residente próxima ao polo industrial. Além disso, a Promotoria considera a omissão da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS), que, mesmo após firmar termo de compromisso em 2016 para elaborar o termo de referência para o licenciamento ambiental do polo, não cumpriu a obrigação.

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Entre as providências iniciais determinadas, estão a requisição de estudos técnicos atualizados aos órgãos competentes e o levantamento de dados sobre casos de câncer, doenças neurológicas e dermatológicas entre os moradores de Barcarena.

O promotor de Justiça destacou a importância do acesso público à informação ambiental, conforme previsto na legislação brasileira e no Acordo de Escazú, reafirmando o papel do MPPA na proteção do meio ambiente e da saúde coletiva.

FONTE/CRÉDITOS: Texto: Pedro Bragança (assessoria de Comunicação do MPPA)
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Redação Pará Expresso

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