O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) iniciou a apuração de um grave caso de envenenamento coletivo de cães na vila Maiauatá, situada na zona rural de Igarapé-Miri. A Promotoria de Justiça local, representada pelos promotores Harrison Henrique da Cunha Bezerra e Felipe Freitas Vasconcelos, está conduzindo as investigações para identificar os responsáveis e responsabilizá-los criminal e ambientalmente.

A tragédia veio à tona após diversos cães serem encontrados mortos na comunidade. O promotor Harrison Bezerra esteve pessoalmente no local para levantar informações e buscar registros, como imagens de câmeras de segurança, que possam contribuir com a apuração.
Com base na gravidade do caso, foi instaurada uma Notícia de Fato — etapa inicial para formalização do processo investigativo. A Promotoria pretende esclarecer os fatos, identificar os autores do crime e aplicar as penalidades previstas na Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605/1998), que prevê punições severas para atos de crueldade contra animais.
Como parte das diligências, uma equipe técnica do MPPA deve retornar à vila Maiauatá nos próximos dias para realizar uma inspeção presencial. A ação busca ouvir moradores, líderes comunitários, autoridades locais e testemunhas, além de coletar evidências físicas que possam fortalecer a investigação.
O Ministério Público reforçou seu compromisso com a proteção da fauna e repudiou qualquer forma de violência contra animais. A instituição destacou ainda que o envenenamento de cães é crime previsto no artigo 32 da legislação ambiental federal e que as sanções incluem penas de reclusão e multa.
Além de responsabilizar os culpados, o MPPA enfatizou que sua atuação tem caráter preventivo e educativo, com foco na preservação da vida animal e na conscientização da sociedade quanto aos direitos dos animais, conforme previsto na Constituição Federal e demais normas em vigor.
As investigações seguirão com rigor e transparência, e a população será informada sobre os avanços do caso por meio dos canais oficiais do MPPA.
