Belém (PA) — A advogada, primeira-dama do Estado do Pará e conselheira do TCE/PA, Daniela Barbalho, manifestou solidariedade à presidenta do México, Claudia Sheinbaum, após o episódio de assédio sofrido pela chefe de Estado durante uma caminhada no centro da Cidade do México. Em publicações nas redes, Daniela repudiou “toda forma de violência contra a mulher” e destacou que a agressão também atinge a esfera política por ocorrer no exercício da função pública.

O fato ocorreu nesta terça-feira, quando Sheinbaum, ao interagir com cidadãos em via pública, foi abordada por um homem que tentou beijá-la e a tocou sem consentimento. Imagens do momento circularam amplamente; a mandatária afastou o agressor e, na sequência, sua equipe interveio.
Após o ocorrido, Sheinbaum registrou queixa e defendeu o endurecimento do arcabouço jurídico para que o assédio sexual seja crime em todo o território mexicano, apontando que hoje há divergências entre códigos estaduais. Autoridades informaram que o suspeito foi detido.

A imprensa local e internacional identificou o autor como Uriel Rivera, visto nas gravações tentando beijar a presidenta enquanto ela se deslocava a pé entre compromissos oficiais. O episódio reacendeu o debate sobre segurança de autoridades e a persistência da violência de gênero no país.
Repercussões institucionais vieram em seguida: parlamentares da base governista no México divulgaram nota de repúdio e, no Brasil, a Procuradoria Especial da Mulher do Senado enfatizou que nenhuma mulher independentemente do cargo, está imune a violações dessa natureza.
Ao solidarizar-se com Sheinbaum, Daniela Barbalho ressaltou a necessidade de resposta firme do poder público e da sociedade para coibir agressões machistas e assegurar respeito ao corpo e à dignidade das mulheres, reiterando que episódios como o registrado na capital mexicana não podem ser naturalizados.
