Familiares e amigos estão se mobilizando para pedir justiça pela morte de Marcello Victor Carvalho de Araújo, de 24 anos, ocorrida durante uma operação da Polícia Federal, em Belém. O jovem foi morto dentro do apartamento da família, no bairro do Jurunas, no último dia 8 de outubro.
Os parentes da vítima vão realizar uma caminhada no centro da cidade, no próximo sábado, dia 8, um mês depois da tragédia. A concentração será na avenida Doca de Souza Franco. A caminhada será pela paz e por justiça, como parte da luta dos familiares para esclarecer os fatos e punir os responsáveis.

O caso está sendo investigado. A Polícia Federal já fez a reconstituição do crime. A ação teve o objetivo de reconstruir, passo a passo, os acontecimentos do dia e confrontar as versões apresentadas pela PF e pela família da vítima. Além disso, novas provas foram coletadas no local.
Marcello Victor foi morto com dois tiros pela Polícia Federal no apartamento onde morava, durante uma operação que tinha como alvo outro homem de prenome Marcelo. O jovem era filho de uma escrivã da Polícia Civil, formado em educação física e trabalhava como auxiliar administrativo na Polícia Civil.
O alvo da operação era Marcelo Pantoja Rabelo, o “Marcelo da Sucata”, que também estava no apartamento e foi preso. A imprensa divulgou que “Sucata” era namorado da mãe da vítima e estava no quarto com ela quando os agentes da PF chegaram ao local.
O suspeito, que saiu ileso durante a ação, já tinha sido detido em 2020 por chefiar um grupo de extermínio e de ter atropelado um policial militar. Quanto ao jovem Marcello, a Polícia Federal disse que ele virou alvo porque "reagiu à abordagem", mas a família nega a versão.
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Caminhada está autorizada e ocorrerá sob clima de respeito
Apesar da vigência da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) por conta da COP 30, a manifestação foi devidamente comunicada às autoridades, conforme estabelece o artigo 5º, inciso XVI da Constituição Federal.
A Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade de Belém (SEGBEL) e a Polícia Militar já se manifestaram de forma favorável à realização do ato, desde que mantido seu caráter pacífico.
O gesto é visto como um exemplo de convivência entre o direito à livre expressão e a segurança pública. A expectativa dos organizadores é que a Caminhada da Paz transcorra com tranquilidade e se transforme em símbolo de diálogo e cidadania.
