Barcarena (PA) tornou-se laboratório de boas práticas voltadas à terceira idade. De ações itinerantes que alcançam as ilhas à capacitação profissional em oficinas de bicicletas, o município articula poder público, sociedade civil e empresas privadas para assegurar mais dignidade, saúde e protagonismo aos seus idosos.

“Precisamos mudar o olhar da sociedade sobre o envelhecimento”, afirmou o prefeito Renato Ogawa na abertura da 1ª Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, em abril deste ano, sintetizando a diretriz que embasa a política local.
Publicidade
Política pública que chega onde o idoso está
A vitrine desse esforço é o Projeto Cuidadoso Ribeirinho, que leva equipe multidisciplinar às comunidades insulares, oferecendo visitas domiciliares, kits de higiene e acompanhamento social. Recentemente, o programa recebeu novo ciclo de apoio do Parceiro do Idoso, do Banco Santander.

“O serviço chega a quem tem dificuldade de locomoção e é emocionante ver os resultados”, afirmou a gestora Eloisa Canquerini durante visita técnica em abril.
Nos bairros urbanos, seis CRAS mantêm oficinas do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. No CRAS Vila do Conde, por exemplo, as aulas de dança transformaram-se em animados bailes comunitários, reforçando autonomia, amizade e autoestima, como relatou a participante Ana Maria Amorim.

A agenda inclui ainda eventos de envelhecimento ativo; em outubro de 2024, uma manhã recreativa na Praça da Saúde reuniu usuários do Serviço de Proteção Social a Pessoas com Deficiência e Idosos para dinâmicas, rodas de conversa e orientações sobre saúde mental.
Parcerias que ampliam resultados
O Fundo Municipal da Pessoa Idosa recebeu, em fevereiro, R$ 200 mil do Sicoob, destinados ao projeto Amigo da Pessoa Idosa, da ONG ABCDCívica, aprovado pelo CMDPI. A medida reforça a inclusão social e demonstra a eficácia do modelo de captação via Imposto de Renda.

Roteiro para outros municípios
Ao integrar políticas públicas consistentes, participação comunitária e investimento social responsável, Barcarena demonstra que envelhecer pode ser sinônimo de qualidade de vida e participação cidadã. A estratégia, capitaneada pela gestão Renato Ogawa, oferece um caminho concreto para cidades que desejam transformar o envelhecimento em valor social e econômico.

